As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 23/05/2022

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, a pressão exarcebada exercida sobre os jovens é um fato social patológico. Sob esse viés, vale destacar, como consequências, o desrespeito aos limites e a frustração.

Nesse panorama, a exiguidade de seguimento de padrões saúdaveis é um dos imperiosos legados da pressão exercida sobre os jovens. Sob esse prisma, de acordo com o portal de notícias G1, uma turma completa de residentes da UNICAMP (Universidade de Campinas) decidiu sair por causa de uma carga horária superior a cem horas. Diante disso, esse fato mostra a situação colocada sobre muitos estudantes de ficarem períodos exaustivos lidando com pendências acadêmicas, porquanto a coletividade exige que os estudantes tenham carreiras brilhantes. Assim, casos de depressão e “burnout” (indivíduo entra em um colapso momentâneo pela falta de um bom descanso) são comuns.

Ademais, uma angústia gerada pelas expectivas é uma das notórias consequências da pressão exercida sobre os jovens. Nessa conjuntura, conforme pesquisa da universidade de Harvard, cerca de setenta e dois por cento dos trabalhadores não gostam de exercer a sua função. Sob essa perspectiva, esse dado é alarmante, porque mostra que, seguindo os padrões sociais, muitos cidadãos acabam se tornando infelizes em seus empregos. Consequentemente, a produtividade tende a cair pela escassez de vocação pela área escolhida, pois uma massa de profissionais insatisfeitos é formada.

Portanto, para que haja uma redução na pressão sobre os jovens, a sociedade civil deve criar campanhas de conscientização, direcionada aos pais, sobre a importância de os filhos terem liberdade para escolher o seu futuro labor, por intermédio de cartazes publicitários, a fim de se ter um país melhor e, por conseguinte, próspero. Somado a isso, com o fito de haver uma redução dos fatos sociais patológicos, os congressistas devem criar leis de endurecimento para instituições que colocarem horários inadimissíveis para seus discentes, mediante o cumprimento das disposições da Carta Magna, como o direito à dignidade. Dessa forma, o tecido social viverá de forma mais harmônica.