As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 29/05/2022
A Constituição Cidadã - documento criado em 1988 com os direitos vitais dos brasileiros – assegura o direito à saúde como inerente a todo cidadão. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado na prática quando se observa as consequências da pressão exercida sobre os jovens no Brasil. Nesse sentido, o problema persiste devido à falta de medidas governamentais e a má influência midiática.
Mormente, ao analisar a problemática por um prisma político, nota-se grande influência da inercia do Poder público na questão. Sob esse viés, John Locke, filósofo iluminista, afirma que o indivíduo renuncia a sua liberdade para possuir direitos, o que ele denomina como ´´contrato social``. No entanto, o Estado é falho ao não cumprir tais prerrogativas, visto que, embora o artigo 6º da Constituição Federal de 1988 assegure o direito à saúde, falta atividade do Poder público para que seja aplicado no que tange à questão das consequências da pressão exercida sobre os adolescentes. Logo faz-se imprescindível a dissolução dessa inatividade governamental.
Ademais, é notável que a falta de informação da temática é mais um empecilho para o progresso. Segundo teóricos do determinismo geográfico, o homem é produto do meio, sendo fruto do que o ambiente social ao seu redor possui para ofertá-lo. Nessa ótica, a desinformação do ambiente social a respeito dos malefícios da pressão exercida sobre os jovens, se frutifica na continuidade desse panorama, ou seja, a falta de informação impede que as pessoas reconheçam a existência do problema e o revertam. Dessa forma, enquanto o meio promover o desconhecimento, o produto será de indivíduos que não têm sua cidadania respeitada.