As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 29/05/2022

No Brasil, há um senso comum na sociedade de que as crianças e adolescentes serão responsáveis pelo desenvolvimento da nação. Embora essa perspectiva para o futuro seja importante, nota-se que a maneira pela qual ela é apresentada aos jo-

vens, seja pelos pais, seja pelo próprio meio no qual estão inseridos, acarreta uma elevada pressão. Nesse prisma, é válido afirmar que essa exigência desmedida pode causar doenças mentais e formar um corpo social que acredita que nunca deve errar, sendo algo preocupante para seu futuro profissional e pessoal.

Em primeira instância, é importante ressaltar que a pressão exercida sobre os jo-

vens pode promover enfermidades,tais quais depressão e ansiedade. Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo, em 2021, constatou que 36% dos jovens brasileiros têm sintomas de depressão. Isso decorre em razão das cobranças que os adolescentes sofrem constantemente por bons e rápidos resultados, no ambi-

ente escolar, por familiares e amigos. Como consequência, esses adolescentes começam a sentir que devem sempre satisfazer as expectativas sobre eles e, quando não o conseguem, desenvolvem sintomas de doenças psicológicas. Portan-

to, o excesso de pressão é prejudicial ao desenvolvimento mental dos jovens.

Além disso, é válido destacar que, devido à pressão,forma-se um corpo de futuros adultos que acredita que não alcançar uma meta é algo extremamente frustrante.

Isso é causado pelo crescimento em ambientes em que o bom desempenho é recompensado enquanto a falha é vista como algo que nunca deve ocorrer, o que cria um sentimento de que, não se atingindo o sucesso, não é possível ser feliz.

Consequentemente, os jovens passam a viver em busca de resultados e, quando não os alcançam, sentem-se frustrados,gerando insatisfação pessoal e profissional.

Desse modo, é fundamental a tomada de medidas que amenizem a pressão exer-cida sobre os jovens. Por isso, cabe a sociedade como um todo conscientizar-se de que não é necessária a tamanha pressão sobre crianças e adolescentes. Essa conscientização deve ser realizada por meio de diálogos entre pais e entre pais e fi-

lhos, estabelecendo metas palpáveis e que respeitem as vontades dos adolescen-

tes. Assim, os jovens se desenvolverão tendo ciência de que não é possível ter sucesso a todo momento e sofrerão menos com a incidência de doenças mentais.