As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 07/07/2022

A pressão exercida sobre os jovens, principalmente quando o assunto está relacionado aos estudos ainda é um grande estigma social, já que são tidos como algo a favor do “próprio bem” do adolescente para que os mesmos consigam obter sucesso futuramente. Portanto, por não ser considerado um problema muitos jovens desenvolvem doenças psicológicas que afetam seus desempenhos e saúde e não procuram por ajuda.

A época em que boa parte dos jovens sofrem uma pressão maior da família é entre o Ensino Médio, onde precisam tomar grandes decisões. Ao invés de ser dado o apoio necessário, os adolescentes são cobrados constantemente por bons resultados o que acaba criando a ideia de “fracasso” caso não atinjam o objetivo esperado, causando um complexo de inferioridade e consequentemente acabam desenvolvendo doenças mentais como o transtorno de ansiedade ou até mesmo depressão.

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, o agravamento dessas doenças leva muitos jovens ao isolamento social, a consumir drogas com o intuito de “fugir da realidade”, a automutilação por se sentirem insuficientes e até mesmo ao suicídio, já que acham que não irão ter bons resultados no futuro, temem a desaprovação dos pais e se veem sem saída.

Conforme dito pelo filósofo americano Willian James, “o ser humano pode alterar a sua vida mudando sua atitude mental”, sendo assim, é essencial que os adolescentes tenham acompanhamento com psicólogos e que as escolas promovam juntamente com o Ministério da Saúde debates e palestras sobre prevenção de suicídio e doenças psicológicas, não só para estudantes como também para pais e responsáveis para que entendam como é necessário o acolhimento nessa fase importante.