As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 11/07/2022

O filósofo francês Sartre defende que o ser humano é livre e responsável. Hoje, todavia, no que concerne às consequências da pressão exercida sobre os jovens, é notória a irresponsabilidade da sociedade brasileira. Decerto, tal problema se deve ao abuso de estimulantes e às inseguranças frente as competições por vagas em universidades.

Nesse sentido, a utilização indevida - por parte dos jovens - de medicamentos para melhorar sua performance nos estudos tem íntima ligação com o revés, uma vez que esta prática leva aos efeitos adversos, e, inclusive, a um possível quadro depressivo. Destarte, segundo Durkheim, os fatos sociais estão expressos em regras, em valores e em normas sociais, e obrigam os indivíduos a agirem de acordo com os padrões culturais. Posto isto, pode-se concluir que o abuso de substâncias, para maior desempenho, ocorre por buscar surprir - por meio de bons resultados em avaliações - a pressão coercitiva exercida pela sociedade.

Sob esse viés, o problema encontra forte alicerce associado às disputas - entre vestibulandos - por oportunidades de vagas em instituições públicas, tendo em vista o aumento nas notas de corte e na concorrência. Diante dessa perspectiva,é importante ressaltar a tese do contratualista Thomas Hobbes, na qual o homem é o lobo do próprio homem, isto é, encontra seu adversário em si mesmo. Desse modo,é possível inferir que as más consequências vistas são possibilitadas por um cenário hostil, no qual a pressão psicológica é exercida pelo próprio sujeito em busca de seus objetivos.

Em suma, é mister a resolução da problemática. Assim, cabe ao Poder Executivo federal - autoridade de caráter interventivo - , por meio de um “Projeto Nacional de Incentivo á Saúde Psicológica do Jovem" realizar esse ato. Essa proposta articulará - junto aos governantes municipais - centros de apoio gratuitos dotados de equipes multidisciplinares de profissionais, incluindo psicólogos e psiquiatras. Isso será feito a fim de resolver o descontrole no uso de fármacos psicoativos, bem como o desequilíbrio emocional causado pela alta competitividade. Enfim, será possível, como defende Sartre, afirmar que o ser humano é responsável.