As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 24/06/2022

No ano de 2022, uma situação inusitada e preocupante tomou a atenção pública, mais de vinte alunos de uma escola estadual na Zona Norte de Recife sofreram, si-multaneamente, uma crise de ansiedade generalizada, causando caos e desespero em todos os alunos, professsores e comunidade. Com isso, não é de hoje que a pressão imposta sobre os jovens torna-se um empecilho quando a saúde mental está em risco, resultando em diversos males e enfermidades.

Em primeiro lugar, as crises de ansiedade têm se tornado cada vez mais presen-tes na população mais jovem, fatores como: cobranças escolares, deveres de casa, insegurança com o próprio corpo e pressão para ser aceito por outros, são as prin-cipais causas desse fenômeno social crescente. Paralelamente, nos últimos anos, os registros dessas crises se tornaram tão comuns como resfriados, de acordo com um editorial da “BBC News”, renomado jornal internacional, expõe que, o Brasil em 2019 foi o país com mais casos de ansiedade no mundo, onde cerca de 10% dos brasileiros conviveram com o transtorno.

Não obstante, vale ressaltar a densa carga estudantil que o jovens vestibulandos e universitários carregam em seus ombros, a árdua rotina de provas, simulados, trabalhos e deveres, que acumulados, produzem estresse, desequilíbrio mental e fadiga, principais sintomas da “Síndrome de Burnout”, uma doença caracterizada pela exaustão extrema. Segundo o dr. Pablo Vinicius, médico psiquiatra especialista em Medicina do Sono, é possível que estudantes tenham sintomas da Síndrome de Burnout, embora ela seja mais relacionada, em sua essência, ao trabalho.

Desse modo, é dever das instituições universitárias e escolares, públicas ou priva-das, manifestarem interesse nesse obstáculo presente em todo país. Nesse âmbito, com a liberação de verbas do Governo Federal, o Ministério da Sáude em conjunto com o Minísterio da Educação, deve promover campanhas para a redução da carga didática e a contratação de psicólogos e conselheiros em toda rede de ensino, a fim de desenvolver práticas saudáveis de autocuidado, descanso, tempo de lazer e pro-por novas formas de produtividade sem lesar a saúde mental dos jovens, para que situações como a de Recife jamais retornem a acontecer.