As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 29/06/2022

Em uma escola estadual da zona norte de Recife 26 alunos tiveram crise de ansiedade com choro, tremor e falta de ar. Nessa perspectiva,os jovens que ainda estão desenvolvendo sua maturidade são mais suscetíveis a acessos desse tipo. Assim, mostra-se relevante pensar nas consequências da pressão exercida sobre os jovens uma vez que a onda de insegurança gerada pelo isolamento e o abuso de medicamentos a fim de obter melhor rendimento configuram os maiores problemas desse pernicioso cenário.

De início é notório destacar o resultado da pandemia na vida escolar dos jovens, que impactou também sua sociabilidade. Isso porque além de impedir os estudantes de comparecerem às escolas também os privou do contato social, essencial na vida dos jovens em amadurecimento, o que aumentou a insegurança de muitos. Prova disso recai sobre a pesquisa feita pela APEOESP que entrevistou 600 estudantes do ensino médio, onde 75.1% dos alunos estão inseguros e 44,1% desaprovam o retorno das aulas presenciais.

Ademais cabe ressaltar que a intensa cobrança de resultados dos estudantes para com os estudantes os levam a tomar medidas extremas, como a utilização de medicamentos estimulantes para estudar por mais tempo. Como consequência, tais medicações tendem a resultar em taquicardia, delírios e insegurança. Sendo assim, torna-se urgente reconhecer que esse processo resultou em um grande número de estudantes com problemas de ansiedade.

Com o objetivo de minimizar os impactos da pressão exercida sobre os jovens, é dever do governo por meio do Ministério da Educação e em parceria com as escolas e universidades oferecer apoio psicológico aos alunos por meio da introdução de psicólogos nas instituições de ensino. Outrossim, cabe aos pais e responsáveis buscar meios de aliviar a tensão sofrida pelos estudantes e vestibulando. Somente assim, os jovens poderão obter um melhor rendimento nos estudos sem a necessidade de recorrer a estimulantes.