As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 24/06/2022
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a média geral dos participantes na prova do Enem 2021 foi de 511,33 pontos, calculada pela Teoria de Resposta ao Item (TRI) que avalia a consis-tência das respostas, podendo chegar até uma nota 1000 em certas áreas do co-nhecimento. Para ingressar em uma universidade pública e em um curso concor-rido, os estudantes sabem que é necessária uma nota bem maior que essa média geral, tornando tudo mais difícil. De maneira análoga a isso, é notório as conse-quências da pressão exercida sobre os jovens. Nesse prisma, destacam-se proble-mas psicológicos como a ansiedade e a insegurança.
Em primeira análise, evidencia-se a ansiedade, uma vez que com a pressão dos vestibulares e a necessidade de se sair bem nas provas, os jovens enfrentam uma angústia antecipada, pensando nas possibilidades ruins de irem mal na prova e não conseguirem entrar na universidade. Sob essa ótica, uma pesquisa realizada pela Fundação Varkey em parceria com a Populus, apontou que o maior causador da ansiedade nos jovens vem da pressão escolar, atingindo 65% dos estudantes. Dessa forma, quanto maior a pressão exercida sobre o jovem, mais grave pode se desenvolver o grau de ansiedade.
Além disso, é observado a insegurança, visto que a comparação que familiares, concorrentes e o próprio jovem fazem são fatores que retiram a vontade de se de-dicar mais a fundo. Já que há pessoas mais inteligentes, os jovens se sentem inse-guros e se rendem a pressão exercida, sem ao menos tentarem ser melhores. Des-se modo, o filósofo Francis Bacon afirma que “não há comparação entre o que se perde por fracassar e o que se perde por não tentar”. Consoante a isso, a pressão leva o jovem a se render a insegurança.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter as consequên-cias da pressão exercida sobre os jovens. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, juntamente ao Ministério da Saúde, promoverem atendimentos psicoló-gicos por meio de palestras em escolas e universidades, a fim de educarem os jo-vens a lidar com a pressão. Somente assim, os jovens terão mais controle sobre si mesmos e as médias obtidas no Enem irão ser melhores que em 2021.