As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 27/06/2022

Na série “Peaky Blinders” um dos principais tópicos mostrados é a pressão exercida ao personagem principal onde se encontra desesperado e recorre a medicamentos a fim de aliviar sua condição para obter sucesso em seus objetivos. Fora das telas essa é uma realidade comum principalmente a vestibulandos e concurseiros. O aumento da concorrência no mercado de trabalho trouxe severas consequências devido a pressão exercida sobre os jovens. Os problemas mais recorrêntes desta realidade é a pressão colocada por familiares e a consequente procura por medicamentos que aumentam o rendimento.

Segundo uma reportagem do G1, 62% dos alunos apresentam sintomas de estresse e ansiedade em época de vestibulares. Uma das principais causas dessa condição se dá pela urgência de suprir a expectativa de seus familiares acerca da entrada na faculdade ou a conquista da vaga em um concurso. Essa pressão mental acarreta adversidades na vida do estudante, como uma cobrança exagerada em si mesmo gerando transtornos acerca da sua saúde mental. Uma das maneiras de lidar com essa pressão que tem tomado popularidade é a aquisição de medicamentos que prometem aumentar a inteligência ou o foco.

Para atingir o objetivo cobrado de todos os lados, os estudantes veêm como saída adquirir substâncias que prometem o resultado desejado, sem comprovação ou acompanhamento médico. Recorrer a esta opção traz danos graves à saúde a curto e longo prazo, como taquicárdias até dependência. Também é um dos casos, devido a alta demanda por remédios que originalmente são prescritos à pessoas com TDAH, haver uma escassez dos fármacos e cessa o acesso aos necessitados.

Portanto, cabe ao governo promover medidas que dissolvam a problemática. Com propósito de promover a saúde mental para os estudantes, cabe a diretoria de escolas oportunizar palestras e monitorias a respeito da escolha e realização dos vestibulares. Ademais, é de responsabilidade do Ministério da Saúde e do ICTQ monitorar a distribuição de remédios que possam oferecer riscos a saúde sem prescrição e acompanhamento médico, além de propor em codigo penal setenças mais graves para esta situação. A partir disto, não será mais uma realidade no Brasil um estudante tomar decisões de um sobrevivente de guerra.