As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 29/06/2022

Desenvolvida por Edward Lorenz, a teoria do efeito borboleta, elaborada em 1969, propõe que entre, outros fatores, pequenas mudanças em um evento qualquer podem gerar consequências incalculáveis. Não distante de teorias matemáticas, no Brasil contemporâneo, calamidades recorrentes geram impactos imensuráveis quando analisada as pressões exercidas sobre os jovens no país. Tal problemática, no que lhe concerne, origina-se na esfera familiar e intensificada em âmbito social.

Diante desse cenário, é lícito postular o ambiente familiar como gênese do imbróglio. Isso porque, embora a visão de Talcott Parsons — sociólogo e filosofo estadunidense, veja a família como uma máquina que produz personalidades humanas, há, na realidade prática, um esforço em uniformizar individualidades em detrimento de outras ao visar um maior prestígio social, dado que certas características têm maior relevância, para alguns, na sociedade. Sob essa óptica, incontáveis jovens são submetidos às pressões psicológicas para moldarem seus comportamentos e desejos na tentativa de suceder às vontades de outrem. Dessa maneira, é revoltante que juvenis percam suas essências por pressões alheias.

Outrossim, é válido ressaltar a influência do corpo social na vida da juventude brasileira como potencializador do problema. À vista disso, consoante à visão de Jean-Jacques Rousseau, teórico genibriano, o homem é fruto do meio. Nessa lógica, a interferência exacerbada da sociedade na vida dos jovens nortea suas escolhas e pensamentos ao priorizar, muitas vezes, questões sociais e financeiras como parâmetros de felicidade. Dessa forma, os menores, por sua falta de maturidade, abdicam de suas escolhas para satisfazer os interesses populares.

Depreende-se, portanto, que as pressões sobre os jovens é um mal a ser combatido. Sendo assim, cabe ao governo federal, em parceria com mídias digitais, promover conteúdo educativo audiovisual por meio de rede aberta de televisão que possa abranger os malefícios das limitações exercidas sobre os jovens na construção de suas personalidades e vidas. Isto posto, espera-se que as bolhas familiares e públicas mudem suas formas de ação sobre os jovens e deixem-os serem protagonistas de suas vidas. Feito isso, o Brasil superará o efeito borboleta.