As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 06/07/2022

“Na cidade, a pressão da opinião pública é capaz de fazer o que a lei não consegue.” A frase do personagem ficcional Sherlock Holmes, permite a reflexão sobre a cobrança exercida sob os jovens da contemporaneidade. Nesse sentido, pode-se observar que esse panorama afeta não só no desenvolvimento desses indivíduos na sociedade, mas também na saúde física e emocional dos mesmos.

Em primeira instância, deve-se ressaltar que segundo uma pesquisa feita pelos médicos canadences, publicada pela Universidade de Cambridge, mostra que jovens que tiveram uma criação rígida tem dificuldades de se relacionar, de demonstrar amor, de ter uma boa autoestima, entre outras formas de sentimentos. Isso se deve ao fato de que a todo momento foram impedidos de demonstrar reações humanamente normais e necessárias no momento, sendo cobrados a serem fortes e a pensarem no futuro que, na maioria das vezes, era só no viés profissional. Essa situação tem como consequência uma juventude mais egoísta, calculista e frustrada.

Paralelo a isso, é de extrema importância ressaltar que a adolescência é o momento de descobertas e novidades que promovem um certo desejo de pertencimento e aceitação. Diante disso, as exigências e as expectativas surreais da sociedade e principalmente dos pais, fazem com que o jovem desenvolva um sentimento de insuficiência e incapacidade. Em consequência disso, pode-se perceber que de acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) houve um aumento no número de jovens com depressão e ansiedade, sendo fruto da pressão social e da insatisfação. Com isso, vê-se que a problemática precisa ser amenizada o qaunto antes.

Portanto, o Governo deve impor que as instituições escolares promovam com seus alunos oficinas temáticas sobre a afetividade, emoções, companheirismo e empatia, com o intuito de incentivar aos alunos a praticarem e normalizarem essas reações entre os colegas. Esse projeto deve ser desenvolvido pelos professores e os psicólogos pelo menos duas vezes por semestre. Assim, pode-se esperar que a nova geração saiba lidar com suas emoções e seja menos frustrada.