As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 21/07/2022

Pressão é uma força exercida sobre alguma coisa com efeitos multiplicadores. No tocante a saúde mental dos jovens, percebe-se, que alta conectividade nas redes socias, a busca por produtividade e resultados exemplares na vida escolar com aprovação em vestibulares ou concursos concorridos têm levado os jovens a um esgotamento físico e mental. São pressões sociais que delimitam e oprimem o modo de pensar, consumir, falar e até com quem se relacionar. E em um determinado ponto as pressões alcançam o limite e seus efeitos são arrasadores.

Entre os efeitos estão transtornos mentais como ansiedade e depressão. De modo que, quando não acompanhados e tratados por especialistas, esses transtornos podem levar ao suicídio. Segundo a O.M.S (Organização Mundial da Saúde) o Brasil é o país com mais casos de ansiedade, entorno de 10% da população, e o suicídio como a terceira causa de mortes entre os jovens. Além disso, os sintomas de ansiedade são acompanhados por um alto nível de cobrança pessoal e familiar por resultados o que desencadeia níveis altos de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, desencadeando insônia, dores musculares, irritabilidade, aumento de peso, queda capilar, isolamento social e em casos mais crônicos diabetes, aumento da pressão arterial e depressão. E como podemos mudar essa realidade?

Tendo em vista a quantidade de novas descobertas corporais, experiências e escolhas que a idade entre 14 e 24 anos exige, o cuidado com a saúde mental é essencial. E um dos ambientes que mais oprime e requer resultados é o ambiente escolar. Por isso, que a B.N.C.C. (Base Nacional Comum Curricular) prever como uma das competências educacionais o cuidado com a saúde física e mental, abordando conteúdos extracurriculares sobre saúde e resiliência mental e determina que as instituições escolares disponibilizem atendimento terapêutico aos educandos. Logo, se reestruturamos a perspectiva escolar sobre o aluno por resultados e ampliamos a visão da importância do aspecto qualitativo, individual e mental sobre o quantitativo, essas pressões reduzam e não alcancem seu limite.