As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 18/07/2022
No livro “Por Lugares Incríveis”, escrito por Jennifer Niven, Violet é uma adolescente que tinha que lidar com a pressão exaustiva da mãe em relação ao seu desempenho escolar. Fora da ficção, notam-se casos como o de Violet no Brasil, onde jovens precisam lidar com a pressão dos pais mesmo em situações delicadas. Nesse sentido, observa-se a consolidação de um grave problema, que tem como consequências a perda da saúde mental dos jovens e a dependência à substâncias nocivas.
Em primero plano, a perda da saúde mental é um entrave no que tange à questão das consequências da pressão exercida sobre os jovens. Sob esse viés, a FMUSP (Faculdade de Medicina da USP) realizou uma pesquisa em 2020 e obteve resultados preocupantes, nos quais 36% dos adolescentes brasileiros possuem sintomas de depressão. Nessa perspectiva, pode-se considerar que a pressão sofrida por estes tanto na escola quanto em casa é maléfica à sua saúde mental, que, de acordo com os dados, tende a permanecer debilitada. Entretanto, medidas devem ser tomadas para evitar que tal evento perdure por muito tempo.
Outrossim, a dependência à substâncias nocivas configura-se como uma grave consequência quando se trata da pressão exercida sobre os jovens. Sob essa perspectiva, adolescentes exaustos tendem a procurar estimulantes que os deixem acordados por mais tempo, somente para que possam cumprir as metas exigidas sobre eles por seus pais, escola e amigos. Por conseguinte, tendo em vista que substâncias como a cafeína podem causar sérios danos ao organismo, estes jovens se tornam dependentes.
Portanto, é notório que medidas precisam ser tomadas para evitar as consequências citadas acima. Para isso, o Ministério da Educação, em união com as instituições escolares, deve divulgar as graves consequências geradas pela pressão exercida sobre os jovens através de palestras informativas, ministradas por psicólogos ou psiquiatras, de modo a diminuir o impacto gerado por destas. Tais palestras devem ocorrer no contraturno escolar para que as aulas não sejam interrompidas. Assim, o Brasil poderá ter menos casos como o de Violet e caminhar para ser um país melhor.