As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 29/07/2022

No drama sul-coreano ‘‘Sky Castle’’, um dos personagens, Park Young-jae, de tanta pressão que sofria dos pais para passar na Universidade, pensou em cometer suicídio várias vezes. “A arte imita a vida’’, diria Oscar Wilde. Infelizmente, ao invés de os pais darem conforto e apoio para os filhos, acham que gerará maior resultado se os pressionarem ainda mais.

Tendo isso em vista, os adolescentes que poderiam render muito mais se recebecem palavras de conforto, acabam chegando ao seu limite. Não se pode culpar apenas os pais por tal pressão, mas também a escola e os próprios prefessores. Frases como ‘‘A escola está apostando em vocês’’, são muitas vezes ditas. Os estudantes não querem decepcionar aqueles que ‘‘apostam’’ neles. Não querem que o investimento dos pais em uma escola cara seja em vão. Ou seja, impulsionado pelos outros, o jovem trasforma essas palavras de ‘’encorajamento’’ em pressão interna e autoprovação, que pode ser ainda mais prejudicial para sua saúde mental.

Nesse contexto, o aluno pode sofrer com crises de ansiedade, entrar em depressão ou até considerar o suicídio uma possibilidade. Colocar nas mãos de um adolescente de 17 anos, a responsabilidade de que o que ele fizer, vai definir toda a sua vida futura, o faz pensar que não há possibilidades de fracasso - quando na verdade não é assim. Muitas pessoas fazem duas, três, cinco vezes o ENEM para conseguir a aprovação na sua desejada faculdade, e está tudo bem. Entretanto, em sua jornada, o jovem encontrará pessoas que dirão que há apenas uma chance, e se ele fracassar, acabou. O adolescente acaba cobrando muito dele mesmo, passando noites em claro estudando, até tomando remédios para não dormir. Contudo, um dia, o corpo não aguenta mais essa rotina.

Portanto, divulgação de artigos que mostrem como a pressão mal influência aos jovens, postagens nas redes sociais como Instagram e Twitter de relatos de adolescentes que passam ou passaram por esta situação, pode gera a humanização dos pais, da escola e dos professores, de terem consciência que às vezes o melhor ato é não fazer nada. Claro que não deixando de cobrar, mas tendo em vista até quando é saudável.