As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 09/08/2022
Muitos jovens, perante a vida acadêmica, enfrentam transtornos mentais desde a infância devido a pressão das instituições escolares e principalmente, sociais. Em meio ao sentimento de inutilidade e pensamentos suicidas, tendem a considerar avaliações estudantis como método de validação pessoal, anulando-se e esquecendo que a desistência e a falha podem levar ao autoconhecimento, e que na realidade, os sistemas educacionais já existentes são inflexíveis e falhos.
A princípio, é essencial ressaltar que com as alterações ocorridas durante o período pandêmico nos processos de ensino, a aprendizagem e a qualidade do ensino foi comprometida, dessa forma os riscos de desajustes mentais aumentaram. O jovem vestibulando tende a abrir mão de muitas coisas para dedicar o tempo aos estudos, o que sem equilíbrio pode prejudicar a saúde física e mental e, sobretudo, acarretar em autossabotagem e baixa autoestima.
Outrossim, a música “Another Brick In The Wall” da banda Pink Floyd, mesmo após décadas de seu lançamento, nunca foi tão atual. Analisando detalhadamente, nota-se que a didática utilizada em instituições de ensino visualiza os estudantes erroneamente, sem singularidades e vivências, educando-os por moldes para serem inseridos em um sistema, desconsiderando suas vocações pessoais e pensamento individualizado, por conseguinte, desincentivando os jovens.
Portanto, as consequências da pressão exercida sobre os jovens são vastas e, essencialmente, psicológicas. Visando a diminuição dos danos, é necessário que o ciclo social dos estudantes, composto por familiares, amigos e agentes escolares, seja flexível, de forma a adotar comportamentos e atitudes mais cautelosas e respeitosas frente as escolhas da pessoa, além de sempre se atentar aos sintomas sugestivos de qualquer transtorno psíquico.