As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 08/08/2022

Automutilação, salto de prédios, uso de entorpecentes e depressão. Apesar de pesadas, estas palavras se encaixam no cotidiano de jovens nos últimos anos. Segundo a OMS, já é a segunda maior causa de morte de adolescentes no planeta. Ao se observar as causas desse sofrimento, muitas dessas estão relacionadas à excessiva pressão social sobre tais indivíduos, os quais têm buscado o atentado contra a própria vida como fuga de seus desafios.

Hoje, observa-se que a sociedade impõe inúmeras exigências aos jovens, tais como a aprovação no vestibular de uma universidade renomada, o não uso de inúmeros produtos e serviços destinados aos juvenis, ou até mesmo atribuição de responsabilidades que não condizem com essa fase da vida, obrigando a um verdadeiro salto da infância à fase adulta. Dessa forma, muitos jovens, por não conseguirem atender “suas obrigações”, se frustram e julgam-se inúteis ao meio social em que vivem.

Muitas vezes, isso soma-se ao constrangimento familiar para que o jovem dê continuidade, por exemplo, a uma espécie de cadeia hereditária da família. Isso gera frustrações mútuas, pois são inúmeros os casos nos quais os adolescentes não se identificam com as carreiras ou costumes familiares e a família age menosprezando suas escolhas. Daí por vezes vemos os extremos acontecerem rompimentos nas relações e o jovem seguindo seu desejo ou a submissão à pressão familiar e profissionais altamente frustrados.

Portanto, a fim de solucionar o problema, O Ministério Da Saúde juntamente com a Mídia Social deve promover eventos abertos ao público, direcionados para adultos que têm de lidar com jovens no dia a dia, mostrando-lhes o que fazer em casos mais agravados e como ajudar a aliviar a pressão a qual precisa ser derrubada, seja por meio de um maior diálogo, seja pela maior preparação destes para lidar com diversas situações e pelo estímulo a compreensão com o próximo.