As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 08/08/2022
Em uma das séries mais aclamadas da Netflix, Big Mouth, apresenta ao espectador o cotidiano de vários adolescentes que estão em fase acadêmica, e consequentemente expõe as dificuldades enfrentadas pela pressão imposta pela escola e os pais na busca do “sucesso”. Analogamente no Brasil, os jovens experimentam a mesma problemática em favor dos estudos,consequentemente resultando em angústia física e mental.
Em princípio em uma de suas falas,Victor Hugo (escritor francês) disse: “O progresso roda constantemente sobre duas engrenagens.Faz andar uma coisa esmagando sempre alguém”, em aplicação atualizada de sua citação, o fardo carregado por alunos em fase de vestibular faz com que o progresso “rode”, em teoria, criando mais indivíduos capacitados para o mercado de trabalho, mas infelizmente esmagam sua saúde mental no processo. Instituições de ensino consideradas as “melhores” por pontuação em vestibulares têm uma defasagem grotesca em questão de inteligência emocional, pressionando o aluno de forma que o mesmo reflete aspectos de sua autoestima e valor social em avaliações rasas.
A priori, a educação indubitavelmente faz com que o indivíduo tenha mais “valor”,principalmente na era da informação, e de acordo com Immanuel Kant (“O ser humano é o que a educação faz dele”) é inegável a importância da mesma. Entretanto, em um ambiente de estresse e impermeável de falhas criadas pelos pais, os adolescentes não estão tirando o melhor proveito de seus estudos, sendo induzidos a um ponto de ingerir narcóticos que, de acordo com o psiquiatra Jairo Werner, podem levar à dependência. Em síntese, o controle excessivo dos pais traz o efeito contrário ao desejado, ou seja, um bom desempenho escolar.
Portanto compete ao Ministério da Educação promover mudanças e incentivos para a melhora e construção da inteligência emocional dos jovens.Essa ação deve feita por meio de campanhas e palestras conscientizando intituições e tutores, uma vez que serão orientados a lidar adequadamente com o processo de educação dos jovens, com o objetivo de priorizar seus direitos de escolha, lazer e saùde mental.