As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 08/08/2022
O romance filosófico “Utopia” criado pelo escritor Thomas Morus no século XVI, retrata uma civilização perfeita e idealizada, qual a sociedade é desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea ao abordar as problemáticas da juventude. Este cenário deplorável ocorre não só em razão do controle excessivo dos pais sob a vida do adolescente, mas também do ultrapasse dos limites humanos.
Nessa linha de raciocínio é primordial destacar que certamente há uma carência de investimentos em educação mental para evitar a demasiada supervisão dos progenitores sob os jovens, derivado da pressão da sociedade de que todos tenham o futuro perfeito. Sob a perspectiva do filósofo Voltaire “Não concordo com o que dizes, mas defendo até a morte o direito de dizeres” expressando assim a liberdade e o direito de se impor e ter escolhas próprias. Entretanto é notório o rompimento da citação no momento em que os pais decidem escolher a carreia profissional de seu filho e exigir o estudo impecável.
Além disso, a extrapolação dos limites humanos apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes, o qual mostrou que 30% dos adolescentes entre 12 e 17 anos analisados têm transtornos mentais, sendo o ápice do problema atingido aos 17 anos, com 44% dos adolescentes afetados. Toda essa pressão exercida retarda o combate em prol dos direitos humanos.
Depreende, portanto, que medidas são necessárias para essa cultura de futuro perfeito e brilhante encerre-se. Assim, cabe ao ministério da saúde governamental juntamente de uma sociedade desconstruída, o aumento do percentual de campanhas através de palestras especializadas, com o objetivo de que seja demonstrado aos pais o ponto de vista do jovem colocado em pressão. De tal maneira, poderá se concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade.