As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 08/08/2022
A estigmatização do futuro
Conforme o passar dos séculos, os institutos de educação tornaram-se locais cada vez mais democráticos, abrangendo grandes parcelas da população mundial, anteriormente com um acesso dificultado ao ensino. Dentre os efeitos mais notáveis de tal mudança, é possível destacar o aprimoramento da capacitação pessoal, que, inegavelmente, atingiu seu ápice no século XXI. Entretanto, apesar de tamanho impacto positivo, deve haver atenção quanto a saúde mental do jovem, refém de um mundo competitivo, que progressivamente se mostra mais desigual.
De acordo com dados do G1, em 2022, cerca de 3,7 milhões de brasileiros com faixa etária entre 18 e 24 anos estejam desempregados, e destes, estima-se que ao menos 50% possuam alguma formação ou graduação acadêmica, assim, é plausível traçar um paralelo sobre a preocupação exercida e constituída pelo adolescente, visto que as condições socioeconômicas do país não apresentam melhora, e mesmo que haja a conclusão de um curso superior, não há quaisquer garantias de estabilidade, de tal modo, degradando o bem estar do corpo e mente humana.
Desta maneira, além do notável desgaste ao qual o organismo é submetido, há casos mais graves em que o moral está extremamente abalado, alavancando episódios de ansiedade, depressão e crises de pânico, de modo que é viável analisar a situação da tradicional sociedade japonesa, culturalmente focada na ascenção social e individualização do ser humano, e detentora de uma das maiores taxas de suicídio do Extremo Oriente, perdendo apenas para a vizinha Coréia do Sul, segundo relatório da OMS de 2016.
Portanto, para amenizar os problemas ocasionados pela pressão, independente de sua forma ou aparição, a OMS, em parceria com os governos globais, deve elaborar projetos focados na manutenção da saúde cognitiva e corporal, sem fins lucrativos e com auxílio de psicólogos, terapeutas e nutricionistas locais, visando atingir e instrucionar adultos jovens, de forma que ocorra uma diminuição nos alarmantes índices de crises psicológicas, também reforçando o debate social sobre o assunto, consequentemente, atenuando as sequelas da imposição.