As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 12/08/2022
No filme o “Pequeno Príncipe”, do escritor Antoine De Saint-exúpery,é retratado o cotidiano de uma estudante ,que com sua vida estrategicamente planejada, não encontra tempo para aproveitar sua adolescência. Não tão distante da trama, essa é a realidade de inúmeros jovens brasileiros submetidos a tensão intrínseca à vida de vestibulando. Dese modo, para compreender as consequências da pressão exercida sobre os jovens, é necessário analisar as doenças mentais e a questão da automedicação em voga.
Em primeira análise ,cabe ressaltar a obra “Homo Deus” ,do filósofo israelence Yuval Noah Harari, a qual explana como o homo sapiens superou as guerras, a fome, e as doenças, de modo que o obejtivo principal do homem moderno tornou-se a constituição de um ser não só superdotado de habilidades ,tais como: a vida eterna ,mas principalmente, da felicidade. Nessa perspectiva, na busca incessante pelo prazer, seja por meio de validação acadêmica,seja por meio da indústria do entretenimento, os jovens encontram-se num campo de reprodução de comportamento, haja vista que, com o fito de cumprir longas jornadas de estudos, tornam-se alheios a sua subjetividade,encontrando-se, inclusive,predispostos a doenças emocionais.
Outrossim, vale salientar oo documentário “take your pills”, que explicita a situação da automedicação visando estimular a produtividade. Nesse viés, percebe-se o fato de tal prática ser comum entre os estudantes, os quais valendo-se de medicamentos, a exemplo da Ritialina e do Adderall, sem prescrição de uma autoridade ,drogam-se em prol de um melhor desenvolvimento escolar. Análogo a isso, fica evidente o risco de reações alérgicas, dependência química e até de morte ,devido o uso irrestrito de aparatos que prometem garatir o que o vestibulando mais almeja, a aprovação.
Dessarte, é fulcral que a Família em parceria com o Ministério da Educação e Cultura (MEC), órgão resposável pelo ensino, crie propostas de interação entre os alunos e a comunidade, por meio de encontros nas escolas, visando inserir os pais no dia a dia dos estudantes, uma vez que dessa maneira aqueles cobrarão menos dos seus filhos se entenderem seus dilemas.