As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 22/08/2022
“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação atribuída a filósofa francesa Simone De Beauvoir pode facilmente ser aplicada a problemática da pressão exercida sobre os jovens nos últimos anos da fase da adolescência, já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa contrariedade é o fato da população se habituar a essa realidade e cada vez mais exercer pressão sobre o futuro dos adolescentes, configurando um caso de ausência de empatia que pode gerar problemas psíquicos nas vítimas desse tipo de comportamento.
Em primeiro plano, é importante citar que, uma das consequências da pressão exercida sobre os jovens é o desenvolvimento de problemas psicológicos como ansiedade e depressão, e dessa forma a pressão antes exercida a fito de um melhor desempenho estudantil e profissional pode acabar gerando um descontrole emocional que vai somente prejudicar a vida da pessoa que é vítima dessa imposição e que consequentemente não terá um rendimento adequado.
Em uma segunda análise, esse ato de pressionar uma pessoa psicológicamente sem se importar com as questões psíquicas gera um quadro idêntico ao teorizado pelo escritor português José Saramago na sua obra “Ensaio sobre a cegueira”, na qual o indivíduo carece de empatia pela realidade difícil sofrida pelo próximo, dessarte, ao pressionar o jovem, ignorando as questões psicológicas, o indivíduo vítima desse quadro é direcionado a um pensamento em que falhar não é uma opção e que uma evolução impossível tem que ser obtida de imediato mesmo que seja necessário abdicar da própria saúde mental.
Destarte, é importante a intervenção do poder executivo por meio do Ministério da Saúde criar programas e campanhas para a concientização da população contra esse tipo de atitude tóxica, a fito que esse tipo de ação seja desencorajada e para que a saúde mental do corpo social obtenha melhora, se distanciando cada vez mais do quadro teorizado por Saramago.