As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 25/08/2022
Durante o século XXI, a globalização e os avanços tecnológicos fizeram com que a população jovem brasileira alcançasse níveis de profissionalização cada vez mais elevados, promovendo benefícios para o país. Em contraponto, esse panorama de progresso não se instalou isento de complicações, dentre os quais se destaca a pressão execida sobre os jovens como uma das mais procupantes do Brasil atual. Desse modo, torna-se urgente explicitar as principais consequências desse problema: a incapacidade de lidar com o fracasso e o abandono da ética.
Diante desse cenário, cabe afirmar que a pressão juvenil é impulsionadora direta da inaptidão para lidar com infortúnios. A respeito disso, é licito afimar que, segundo o livro “Manual de Psiquiatria Clínica”, a capacidade de lidar com fracassos durante a vida é de extrema importância para a saúde e evolução psíquica de um indivíduo. Entretanto, em uma sociedade competitiva, é exercida uma pressão constante nos jovens para que cada escolha feita seja assertiva. Dessa forma, é criada uma cultura onde adolescentes não são capazes de admitir erros em suas vidas, sendo impedidos de lidar e aprender com os fracassos que podem ocorrer em suas tragetórias intelectuais e profissionais. Assim, torna-se evidente a importância de uma cultura menos tóxica em relação aos erros.
Ademais, é importante citar que a renúncia da ética também é uma consequência direta da problemática em questão. Isso porque, ao pressionar constantemente o jovem para que ele seja melhor que os outros indivíduos, a competitividade é cada vez mais encorajada. Dessa maneira, essa pressão excessiva pode causar a renúncia de valores, ideologias e ensinamentos para atingir determinados objetivos. Fica explícito, portanto, a necessidade de fortalecer o senso ético juvenil.
Em suma, fica evidente que a pressão exercida sobre os jovens é um complexo problema. Diante disso, o Estado deve divulgar a importância de uma sociedade mais aberta aos fracassos juvenis, por meio de propagandas e palestras com psicológos, objetivando instruir a população. Além disso, cabe a família investir no fortalecimento da ética de seus descendentes, através da educação, do diálogo e de uma maior autonomia do indivíduo, com o intuito de formar jovens menos competitivos e com valores mais sólidos. Dessa forma, a questão será atenuada.