As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 04/09/2022
O filme “Sem Limites” mostra um escritor que resolve tomar um remédio que permite usar 100% da capacidade mental, porém com o abuso e a ambição de conseguir mais eficiência causa problemas para ele e a família. Apesar de ser ficção, a obra mostra uma relalidade comum dos jovens brasileiros que precisam ter grande produtividade devido as exigências acadêmicas proporcionadas por pais, escola e amigos. Assim a pressão exercida sobre os jovens gera uma cobrança pessoal excessiva que leva ao uso de estimulantes nocivos à saúde.
Em primeira análise, a cobrança pessoal acentua a pressão nos jovens. Isso ocorre porque há uma expectativa de pais que querem o melhor futuro e sucesso profissional para os filhos e assim determinam o que e onde eles irão estudar, o que reflete os sonhos desses pais sobre os filhos, levando a ansiedade dos mesmos. Nesse sentido, essa pressão é interpretada como se não pudesse ter falhas no processo, exigindo uma performance de excelência. Como exemplo os vestibulandos de medicina que se dedicam anos para passar em universidades onde a concorrência é absurda. Dessa maneira, o excesso de pressão faz com que os jovens recorram a alternativas para melhorar o desempenho.
Em consequência disso, essa pressão leva os jovens a procurarem estimulantes nocivos à saúde. Isso ocorre pela falta de tempo e o grande rigor acadêmico de não poder errar, e assim exigindo maior produtividade que o corpo humano não é capaz de suprir. Além disso, o uso indiscriminado dessas drogas para aumentar o nível de atenção e desempenho, leva à efeitos colaterais danosos como: falta de sono, taquicardia, pressão alta, intoxicação, delírios e ansiedade, e remédios como a Ritalina, que precisa de prescrição médica para ser comprada, é de uso automedicamentosa entre os jovens sendo bastante popular.
Portanto, a pressão exercida sobre os jovens leva ao autojulgamento e a procura para atalhos químicos para melhor performance cerebral. Dessa forma é preciso que a escola estimule a aceitação de falhas por meio de conversas e desabafos entre alunos a fim de diminuir a pressão dessa fase para os estudantes, como a prática de meditação e yoga sendo atividade extracurricular. E também a mídia por meio de reportagens divulgar os danos no corpo devido a automedicação.