As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 08/09/2022
As características da modernidade, como alta qualificação profissional e
crescente demanda feita ao trabalhador, alteraram a dinâmica da sociedade. Nesse sentido, é inegável que dentre as consequências trazidas se encontra uma preocupante pressão exercida sobre os jovens, para que estes atendam aos padrões que lhes são impostos, como de alto rendimento mental e necessidade de se aliar esteticamente ao exposto pela mídia como perfeição. Logo, é necessário que se analise profundamente os desdobramentos dessaproblemática, como a automedicalização e o desenvolvimento de doenças como anorexia e bulimia.
Em um primeiro aspecto, deve-se pontuar que não existe nenhum tipo de evidên-cia científica, até o momento, que garanta a eficácia de supostos medicamentos no que diz respeito à melhora da inteligência nos indivíduos. Porém, muitos jovens, que estão em busca de um melhor rendimento nos estudos para cumprir a pres-são exercida sobre eles, acabam por se automedicar sem noção das consequên-cias. Essa situação aconteceu na famosa obra “Sítio do Picapau Amarelo” de Monteiro Lobato, o qual, narra a história da personagem Emília que ingere a supos-ta “pílula da felicidade” sem prescrição médica. Dito isso, os jovens acabam por sofrer com os efeitos colaterais dos remédios por pura pressão.
Sob outra ótica, os padrões estéticos impostos pela sociedade levam a realização de procedimentos no corpo, além de mudanças de hábitos não saudáveis visando atingir resultados, muitas vezes, inalcançáveis. Não por acaso, isso foi provado em uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a qual revelou que o Brasil lidera o ranking mundial de procedimentos visando a satisfação na aparência entre jovens. Evidentemente, essa busca pela “harmonia corporal” tam-bém faz com que muitos desenvolvam anorexia nervosa -não se alimentar para al-cançar o peso desejado-, demonstrando o resultado de influências exteriores.
Portanto, fica claro que algumas ações devems ser tomadas o quanto antes. Pri-meiramente, o Ministério da Saúde deve evitar a automedicalização na população, por meio de uma maior fiscalização dos remédios que são fiscalizados, proibindo a circulação dos não regulamentados. Isso, aliado a distrubuição de cartazes incenti-vando a aceitação corporal devem evitar os efeitos gerados pela alta pressão feita.