As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 09/09/2022
O quadro expressionista “O Grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que na conjuntura contemporânea, o sentimento de milhares de jovens assolados pelas pressões sociais é, amiudamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam o cenário familiar e a intensa exposição às redes sociais.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar que as pressões sobre os jovens estão presentes nos locais onde, idealmente, deveriam se sentir protegidos: os lares. Isso porque, em busca do melhor para os filhos, muitos pais hostilizam-nos por meio de comparações com colegas, interferem na escolha profissional e exigem que passem longos períodos dedicados aos estudos - afastados da vida em sociedade. Sob essa ótica, em matéria publicada no jornal Estadão, disserta-se que a juventude atual encontra-se emocionalmente doente e dependente de medicamentos para lidar com os ambientes aos quais está inserida.
Outrossim, é igualmente preciso apontar as redes sociais como os principais fatores externos que, continuamente, atormentam os mais jovens. Nesse sentido, o crescimento do uso de aplicativos como Facebook e Instagram, nesse público, encontra o cenário ideal para ditar hábitos de consumo e padrão de beleza e, assim, acirrar o clima de competição nessa população. Posto isso, de acordo com a ONG inglesa Girlguiding, a relação entre os jovens e o mundo virtual não têm sido amistosa e têm desencadeado transtornos comportamentais, como baixa auto-estima, ansiedade e, até mesmo, depressão.
Portanto, urge a adoção de medidas a fim de mitigar esse cenário. A Secretaria Nacional da Juventude deve, por intermédio das escolas, oferecerem um espaço para discussão entre pais e filhos, mediada por psicólogos e psiquiatras, acerca das consequências das pressões exercidas sobre os jovens. Dessa forma, essas famílias conseguirão elaborar ferramentas efetivas para amenizar esses efeitos e, com isso, melhorar a saúde mental desse grupo.