As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 06/10/2022
Durante muito tempo da história da humanidade, um jovem normalmente aprendia um ofício no núcleo familiar e ninguém esperava que esse se encontrasse em crise, pois não havia escolha e poucos risco como consequência. Como pode ser visto, o mundo mudou, os jovens atuais que são hiperprotegidos por suas famílias, veem-se em desespero, uma vez que conseguir entrar em uma universidade é uma forma de iniciar a vida adulta e nesse momento começa as pressões externas e internas.
Em primeiro lugar, é notório que a geração atual é mais frágil que a anterior, fruto de um mundo que afasta as crises e frustrações e acolhe o prazer como objetivo de vida. Logo, falta à juventude repertório comportamental, um termo da psicologia que se refere aos aprendizados e as habilidades adquiridas ao longo da vida, e o vestibular que era para ser visto como uma situação desafiadora, um momento de crescimento, torna-se um momento de ansiedade e medo.
Somado a isso, as famílias que agiram de forma superprotetora, a ponto de tornar seus filhos inaptos para a vida passam a pressionar seus filhos, comparando com outros membros da família, exigindo melhores resultados. No entanto, muitos desses jovens reagem de forma preocupante, fazendo uso de medicamentos para melhorar seu desempenho, se tornam ansiosos, podendo chegar a serem depressivos.
Portanto, para que essa fase da vida se torne mais harmônica, o Ministério da Educação, via BNCC - Base Comum Curricular - deve inserir palestras com psicólogos e neurocientistas para estudantes do ensino médio, para mostrar que o mundo adulto é competitivo e como adquirir habilidades emocionais e palestras para os pais desses alunos, para que esses entendam que filhos superprotegidos serão adultos fracos e problemáticos, assim esse período da vida deixará de ser traumático para os alunos e suas famílias.