As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 30/01/2023
Conhecida como “cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, nota-se que as consequências da pressão exercida sobre os jovens configura-se como uma falha. Nesse contexto, evidenciam-se dois aspectos importantes: as doenças psicológicas que afetam a saúde dos adolescentes e o estigma social.
Diante desse cenário, percebe-se que os jovens sofrem pressão para terem bons resultados e darem sempre o seu máximo, porém acabam se esgotando psicologicamente o que provoca doenças como a depressão e a ansiedade, que prejudicam a saúde. Dessa forma, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, o agravamento dessas doenças levam muitos jovens ao isolamento social, a consumir drogas com o intuito de “fugir da realidade” e a automutilação por se sentirem insuficientes. Sendo assim, muitos jovens que acabam se vendo sem saída e com medo da reprovação tendem a cometer até mesmo a autoagressão.
Ademais, é válido lembrar que as decorrências dessa pressão é vista como um estigma social, já que quem pressiona acredita ser algo para o próprio bem do adolescente. Nessa perspectiva, conforme dito pelo filósofo William James, o ser humano pode alterar a sua vida mudando sua atitude mental. Desse modo, torna-se necessário que os adultos revejam suas opiniões em relação à saúde psicológica dos jovens, para não ser tratada como “frescura” e sim como um problema que possui graves sequelas.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar as consequências da pressão exercida sobre os jovens. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, fazer a conscientização aos adultos, dos males que essa pressão causa nos adolescentes e ajudá-los a combater os distúrbios mentais, por meio de palestras em reuniões escolares e garantindo o acompanhamento psicológico gratuito e de qualidade a todos, a fim de alertar os responsáveis sobre a importância do acolhimento nesta fase da vida e prevenir que as doenças mentais gerada levem ao suicidio. Assim, será possível assegurar os direitos de todos como previsto na Constituição.