As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 21/03/2023
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa as consequências da pressão exercida sobre os jovens, a qual influência na saúde mental, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamen-tais para combater, a pressão exercida sobre os jovens, a qual pode acarretar uma depressão. Nesse sentido, os adolescentes passam a estudar muitas horas por dia, deixando de “lado o lazer”. Essa conjutura, segundo as ideias do filósofo contratua-lista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Esta-do não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indis-pensáveis, como a saúde e o lazer , o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a ausência do lazer como impulsionar da ansi-edade e a falta de exercícios físicos, pode acarretar em doenças cardiovasculares. Segundo a Secretaria da Saúde o nível de obesidade no Brasil, está aumentando pela falta de atividade física, que ajuda a controlar a saúde física e mental. Diante de tal exposto da pressão de que o jovem tem que estudar, trabalhar, faz- se com eles sintam-se frustados quando não alcançam os objetivos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portante, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que a Secretaria da Saúde, por intermédio de acompanha-
mento pedagógico e psicológico, orientando a família como apoiar o adolescente, para amenizar a cobrança a fim de que eles mantêm-se a saúde mental saudável. Assim, se consolidará uma sociedade mais apoiadora, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.