As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 19/07/2023
A música “Under Pressure”, da banda inglesa Queen, aborda como as pressões sociais estão presentes na atualidade. Em paralelo a isso, os jovens brasileiros sofrem as consequências exercidas desta atitude. Diante desse cenário, há a diminuição da qualidade de vida desse público devido as doenças psicossomáticas que se agravam devido ao contexto em que estão submetidos, e que possui raízes na falta de empatia social com o tema.
Em primeiro plano, é necessário compreender que a necessidade de pertencimento a grupos sociais são de extrema importância para a identidade juvenil. Nesse contexto, o filme “Soul”, da Disney, aborda a temática de como a exclusão e a sensação de não se sentir útil ou importante pode afetar psicológicamente alguém, levando a casos graves de depressão. Desse modo, é visto que tal síndrome é acentuada devido as relações pautadas em competitividade, métodos de ensinos que não favorecem a criatividade e individualidade, e uma padronização concebida por uma elite que não abrange todos os jovens. Dito isto, é necessário uma mudança social para reduzir a incidência daquela que é chamada de “mal do século”.
Em concomitância ao supracitado, observa-se que há inúmeros entraves para que tal malefício seja suprimido, haja vista a passividade social em relação ao tema. Para José Saramago, a “cegueira moral”, termo contido em sua obra “Ensaio sobre a cegueira”, favorece a permanência das mazelas sociais devido a falta de empatia das pessoas em relação aos problemas alheios. Analogamente, a sociedade hodierna muitas vezes trata com desdém os problemas da juventude, o que acarreta em pressões psicológicas que muitas vezes estes não conseguem lidar sozinhos.
Contudo, é dever do Estado, em conjunto com as mídias, promover campanhas publicitárias com o objetivo de fornecer apoio, acompanhamento e mudança de comportamento, tanta para a sociedade, tanto para os jovens que precisarem de apoio. Tais ações devem ter como finalidade reduzir a falta de empatia e reduzir os casos de depressão, ansiedade e de outras doenças psicológicas que afetam os jovens e adultos. Só assim, será possível superar o “mal do século”.