As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 11/09/2023

“Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo”. A frase do psiquiatra suíço Carl Gustav, trás a tona o discurso sobre como ideais segragadores afetam o dia a dia em sociedade. Um dos óbices em questão é a pressão exercida sobre os jovens e suas consequências. A problemática ocorre e persiste tanto devido às sequelas deixadas pela pandemia da COVID-19, quanto ao fato da pouca quantidade de alunos de escolas públicas que recebem apoio psicológico.

Em primeiro plano, é importante destacar que a pandemia do coronavírus, fez com que muitos jovens se sentissem pressionados, já que a falta do acesso direto à escola prejudicou as relações interpessoais e aumentou também a pressão direcionada aos estudantes, que tiveram que se adaptar com o sistema vigente. Uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo, apontou que trinta e cinco por cento das crianças e adolescentes brasileiros sofrem de ansiedade ou depressão devido à pandemia.

Além disso, é importante mencionar que a falta de investimento no setor público da educação agrava ainda mais os quadros de problemas psicológicos dos alunos deste sistema. Isso pode ser explicado por um levantamento feito pelo G1, que afirma que entre os anos de 2019 e 2022, a verba direcionada às escolas diminuiu em oito bilhões de reais; o que implica no crescimento do número de adolescentes com problemas psicológicos. Tal fator pode ser observado por outra pesquisa feita pela mesma empresa que mostra que apenas quarenta por cento dos jovens das escolas do governo recebem apoio terapêutico.

Diante da perspectiva, é indispensável a atuação de medidas operantes para cessar a atual situação relacionada à pressão exercida sobre os jovens. Para que isso aconteça, é dever do Ministério da Educação promover campanhas de ajuda aos estudantes de escolas públicas, com o auxílio de psicólogos e psiquiatras que devem estar presentes no ambiente todos os dias letivos, destinados a ajudar e promover aos acadêmicos uma experiência melhor dentro do espaço estudantil. Com isso, o Brasil se tornará um país que garante a ampla beneficência daqueles que ainda estudam.