As consequências da pressão exercida sobre os jovens
Enviada em 17/10/2024
“O cidadão invisível” trata da desvalorização de alguns indivíduos na sociedade brasileira. A crítica de Dimenstein é verificada nas consequências da pressão exercida sobre os jovens, gerando problemas na saúde mental, como ansiedade e depressão, devido à expectativa gerada pela sociedade. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza na influência da mentalidade social e no impacto negativo midiático.
Nesse cenário, ressalta-se, de início, que a influência da mentalidade social é um fator que contribui para o problema. Durkheim afirma que a individualidade das pessoas é formada pela sociedade. Tal influência social é perceptível nas consequências da pressão exercidas sobre os jovens, que se veem pressionados a seguirem caminhos predeterminados de carreira profissional ou educacional específicos que podem não refletir seus interesses, gerando conflitos internos e afetando a sua saúde mental. Assim, é preciso rever o pensamento coletivo para dissolver o problema.
Além disso, o impacto negativo midiático ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Orwell afirma que a mídia controla a massa. Tal controle é nítido quando as consequências da pressão exercida sobre os jovens, visto que a busca por validação constante gera um sentimento de comparação com os outros jovens, trazendo uma sensação de atraso na vida, como na carreira profissional, uma vez que muitos apenas optam por entrar em qualquer area apenas para não se sentirem inferiores na sociedade. Assim, urge que a mídia se responsabilize pelo comportamento que provoca na sociedade.
Portanto, é urgente intervir nesse problema. Para isso, a mídia de massa deve criar um programa, por meio de entrevistas com especialistas no assunto, a fim de atualizar a mentalidade social sobre as consequências da pressão exercida sobre os jovens. Tal ação pode, ainda, ser divulgada por grandes perfis do Instagram para atingir mais pessoas. Paralelamente, é preciso intervir sobre o impacto negativo midiático presente no problema. Dessa forma, o Brasil poderá ter menos “cidadãos invisíveis”, como defendeu Dimenstein.