As consequências da pressão exercida sobre os jovens

Enviada em 21/10/2024

“O cidadão invisível” trata da desvalorização de alguns indivíduos na sociedade brasileira. A crítica de Dimenstein é verificada nas consequências da pressão exercida sobre os jovens, que se sentem na obrigação de atender padrões sociais ou expectativas dos pais, provocando uma dificuldade no desenvolvimento de uma identidade própria e reduzindo a autoconfiança. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza na ineficiência governamental e na má influência midiática.

Nesse cenário, ressalta-se, de início, que a ineficiência governamental é um fator problemático. Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada em relação às consequências da pressão exercida sobre os jovens, visto que a falta de políticas de apoio que promovam o bem-estar dos jovens, como programas sobre saúde mental e atividades extracurriculares, amplificam as exigência sobre os jovens para conseguir esses recursos por conta própria. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia em que se encontra.

Além disso, a má influência midiática ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Orwell afirma que a mídia controla a massa. Tal controle é nítido pelas consequências da exigência exercida sobre os jovens, visto que as redes sociais incentivam a comparação constante com os outros, causando um sentimento de inferioridade ao ver as vidas “perfeitas” de outros jovens, resultando em um aumento de pressão para se destacar. Assim, urge que a mídia se responsabilize pelo comportamento que provoca na sociedade.

Portanto, é urgente intervir nesse problema. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda específica para o tema, por meio da organização de fundos e projetos, a fim de reverter a inércia estatal que afeta as consequências dessa pressão exercida sobre os jovens. Tal ação pode, ainda, contar com consultas públicas para entender as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir na má influência midiática presente no problema. Dessa forma, o Brasil poderá ter menos “cidadãos invisíveis”, como defendeu Dimenstein.