As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 27/09/2019

“Devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de suas desigualdades”. Essa premissa do filósofo Aristóteles demonstra a relevância da equidade no tratamento dos indivíduos. A esse respeito, reflete-se sobre as crianças com dificuldade de processar e de armazenar informações. Nesse sentido, por falta de conhecimento da comunidade, o ensino daquelas é negligenciado, de modo a impactar suas vidas.

Em primeira análise, é necessário ressaltar a complexidade no reconhecimento de distúrbios de aprendizagem pelos docentes e pela família. Acerca disso, regularmente, a frustração e a ansiedade persistentes de crianças perante o processo educacional são confundidas com a falta de interesse. Assim sendo, a tolerância dos educadores com a assimilação de novos conhecimentos, em especial na primeira infância, é primordial para o correto desenvolvimento cognitivo daquelas. Destarte, segundo a escritora Cora Coralina, “feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.

Com efeito, a incúria dos instrutores na atenção com crianças com dificuldades na instrução primária refletirá na fase madura. Conforme o filósofo Immanuel Kant, a educação molda os homens. Dessa maneira, uma precária formação desde a tenra idade é fatal para uma estabilidade financeira, haja vista as múltiplas habilidades e a alta especialização cobradas na Era tecnológica. Em suma, o distúrbio de aprendizagem não remediado afeta a produtividade e, consequentemente, o bem-estar social e econômico do indivíduo.

Impende, portanto, que crianças com permanentes dificuldades de aprendizagem precisam de um apoio maior. Com isso, cabe às secretarias de educação, em parceria com os corpos docentes e os familiares, atuarem de forma lúdica na educação infantil, por meio de jogos educativos com formas e com cores diversas — estimulando o desenvolvimento cognitivo emocional. Essas atividades têm o fito de promover a consolidação da memória de longo prazo, facilitando a apreensão do conteúdo básico. Assim, as sociedades serão mais democráticas, em virtude de respeitarem as desigualdades de cada cidadão.