As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 19/09/2019

Preconceito, baixa autoestima, depressão. Essas são algumas das dificuldades enfrentadas por pessoas que possuem algum tipo de distúrbio de aprendizagem. A grande dificuldade em inserir essas pessoas, deve-se ao preconceito ainda existente na sociedade e a falta de atenção do Estado à questão.

Inicialmente, um entrave é a desinformação que acomete grande parte da população, tratando esses portadores como preguiçosos e desinteressados. De fato, tal postura se relaciona ao conceito de Banalidade do Mal, trazido pela socióloga Hannah Arendt: quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada. Um exemplo disso é a discriminação em escolas - por parte de alunos e alguns educadores - contra portadores de TDAH, que são tratados como loucos e incapazes. Nessa situação, o medo do preconceito, tem como consequência a baixa autoestima - podendo evoluir a depressão - e possivelmente levar a desistência do estudo.

Outro  desafio enfrentado pelos portadores de distúrbios de aprendizagem é a falta de suporte especializado - como acompanhamento com psicopedagogos - em ambiente escolar, principalmente em anos iniciais, prejudicando a detecção precoce e, posteriormente o acompanhamento. De acordo com Habermas, incluir não é só trazer pra perto, mas também respeitar e crescer junto com o outro. A frase do filósofo alemão mostra que, enquanto Estado e escola não garantir a inserção digna a esses portadores - com respeito por parte dos educadores e colegas - as práticas indiscriminatórias ainda os afetarão.

Dessarte, para que as pessoas com distúrbios de aprendizagem possam estar inseridos na escola com dignidade, é preciso que o Ministério da Educação em parceira com o Ministério da Saúde, promovam mutirões - com psicólogos - em escolas para detecção desses distúrbios nos alunos, e também a contratação de psicopedagogos para acompanhamento especializado para os portadores.