As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 07/03/2020

Em 2015 foi criado a lei brasileira de inclusão, que obriga as escolas a acolher estudantes com deficiência no ensino regular. Entretanto, que se observa o dilema da educação nacional caracterizado pela falta de preparação das escolas para lidar com crianças que possuem algum distúrbio de aprendizado, verifica-se que máxima constitucional encontra-se deturpada. Nesse sentido, torna-se fulcral analisar os principais fatores que contribuem para impasse.

Mormente, é oportuno destacar que a problemática deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que introduza informações sobre temática para com a sociedade. De acordo com dados divulgados pela Agência brasil, os distúrbios de aprendizagem acometem cerca de 15% das crianças em idade regular. Nesse compasso, é perceptível que tal omissão favorece para o diagnóstico tardio, o que dificulta o nível educacional dos discentes e prejudica a inserção do mesmo no âmbito social.

Outrossim, é imperioso ressaltar a padronização arcaica do ensino brasileiro, como promotor do impasse. De modo que, não há uma distinção na abordagem entre os alunos com ou sem transtorno, segundo as ideias do filósofo J. Habermas, incluir não é apenas trazer para perto, mas também crescer junto. Sob tal ótica, é notório que o Estado incluiu os principiantes, porém não adequou a estrutura para recebe-los, não havendo mudanças no ambiente estudantil.

Portanto, para mudar essa realidade, faz-se necessário que o Ministério da Educação junto ao Poder Público, crie projetos educativos que visem informar a população sobre os empecilhos causados pelos distúrbios de aprendizagem, por intermédio de palestras nas instituições, com a participação de profissionais no assunto que debatam de maneira objetiva sobre a relevância de tais impasses, com a finalidade de atenuar a sociedade e fazer com que a mesma busque cada vez mais conhecimento sobre o assunto. Ademais, o mesmo Ministério deve propor a reformulação do sistema educacional, com objetivos referentes a capacitação de educadores, com a intenção de transformar as disciplinas pedagógicas e fazer com que todos aprendam de acordo com as suas capacidades. Dessa forma, a lei brasileira de inclusão será efetivada.