As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 23/03/2020

A Constituição Federal de 1988 promulga que a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família, visando o pleno desenvolvimento da pessoa. É comum ver este direito sendo violado em algumas situações, em se tratando de crianças com algum diagnóstico de distúrbio de aprendizagem, quando a família opta por não colocar a criança na escola para ser alfabetizada. Muitos pais questionam se a escola de ensino regular está prepara para oferecer uma educação inclusiva para seus filhos; chegando à conclusão que não, por pensarem que o sistema educativo já possui inúmeras falhas, principalmente quanto ao preparo dos professores em oferecer apoio pedagógico adequado a este tipo de necessidade educacional, tendo como receio a exclusão social da criança em decorrência da possibilidade de sofrer “bullying” e não conseguir se adaptar. Outro fator existente se refere a dificuldade que alguns pais apresentam em aceitar o diagnóstico do filho, preferir manter-se alheio a esta realidade da criança e optando por não expor o filho a situações que evidenciariam a existência de algum distúrbio de aprendizagem. Em virtude dos fatos mencionados, uma das maneiras existente para minimizar os argumentos expostos diz respeito a detecção precoce dos problemas de aprendizagem, porque quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais cedo começaram as intervenções e melhor será para o desenvolvimento da criança. Apoio multidisciplinar, alinhando o trabalho dos diversos profissionais – psiquiatra, psicólogo, neurologista, pais – para auxiliar os professores no processo da inclusão escolar. Como a educação também é dever do estado, o Ministério da Educação deverá promover parcerias com as escolas e realizar ciclos de palestras informativas sobre distúrbios de aprendizagem e inclusão escolar. Também promover cursos para capacitar os professores do ensino regular a lidarem com as demandas de distúrbios de aprendizagem.