As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 07/04/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a educação e ao bem-estar social. Conquanto, as adversidades que as crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) enfrentam na sua alfabetização impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas de tal postura para a sociedade.

Mormente, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a má influência midiática em não comentar sobre as dificuldades de aprendizagem escolares infantil com a devida seriedade que ele merece. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema.

Faz-se mister, ainda, salientar incompreensão que o público juvenil com dificuldade na aquisição de conhecimento esbarra ao adentrar no ensino regular encontra terra fértil no individualismo. Na obra “Modernidade Líquida”, Zigmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apensa para si. Essa liquidez que influi sobre a questão da formação da criança com dificuldade de aprendizagem e seus desafios funcionam como um forte empecilho para sua resolução.

Portanto, indubitavelmente, medidas estratégicas são necessárias para alterar essa complicação, urge que MEC juntamente com o Ministério da Cultura devem desenvolver palestras em escolas, para alunos do Ensino Médio, por meio de entrevistar com vítimas desta situação, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser web conferenciadas nas redes sociais dos Ministérios, com objetivo de trazer mais lucidez sobre os desafios na formação educacional de crianças com distúrbios de aprendizagem e atingir um público maior. Por fim, é importante que o povo brasileiro se encare como responsável por este impasse pois, de acordo com Platão, o primeiro passo para mover o mundo é mover a si mesmo.