As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 15/12/2020

A Constituição Federal, promulgada em 1988, garante aos cidadãos brasileiros os direitos sociais, como o direito à educação. No entanto, constatam-se as dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola, em virtude da inaptidão dos âmbitos educacionais para acolher esses indivíduos. Assim, é lícito afirmar que a falta de informações e as limitadas pesquisas científicas contribuem para a perpetuação desse cenário.

Em primeira análise, a carência de informações quanto aos distúrbios de aprendizagem é uma realidade prejudicial às crianças. Nessa perspectiva, de acordo com pesquisa divulgada pelo jornal Estadão, embora não muito evidenciado, mais da metade da população brasileira apresenta algum tipo de distúrbio relacionado ao aprendizado. Sob essa ótica, uma vez que essas alterações, muitas vezes, são confundidas com desinteresse ou uma simples falta de atenção, muitas crianças são diagnosticadas tardiamente, diante somente do agravamento do caso. Desse modo, sem o diagnóstico precoce, o direito à educação desses indivíduos é negligenciado desde o desenvolvimento básico de aprendizagem.

Além disso, as escassas pesquisas científicas sobre os distúrbios limitam os diagnósticos efetivos para a alfabetização adequada das crianças com distúrbios de aprendizagem. Nesse sentido, segundo a revista Núcleo do Conhecimento, voltada para a psicologia, entre as dificuldades para alfabetizar crianças com algum transtorno, a falta de atendimento individualizado ao indivíduo na escola tem bastante destaque. Por conseguinte, dado que não há amplas identificações para os distúrbios, algumas crianças são diagnosticadas erroneamente com algum distúrbio mais conhecido, como o Transtorno do Déficit de Atenção, o que prejudica o tratamento pertinente do caso. Dessa maneira, com a falta de cuidados especializados, o desenvolvimento cognitivo da criança é afetado.

Portanto, diante dos fatos supracitados, cabe à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, juntamente aos órgãos de cada país responsáveis pela educação, promover a capacitação eficiente das escolas para o acompanhamento especializado às crianças com distúrbios de aprendizagem, em que a metodologia de ensino seja específica para cada tipo de distúrbio, tendo em vista o desempenho apropriado para cada indivíduo. Ademais, a Organização Mundial da Saúde deve salientar, por meio das mídias sociais, os cuidados necessários às crianças que apresentam indícios de algum distúrbio, visando o tratamento precoce. Dessa forma, as dificuldades serão diminuídas.