As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 30/04/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o acesso à educação e ao bem-estar social. Contudo, no Brasil, percebe-se o enorme contraste relativo a essa máxima, haja vista que o país apresenta elevados índices de dificuldades das crianças com distúrbios de aprendizagem e de se inserirem na escola devido não só à precária estrutura informacional familiar, mas também à negligência estatal nas políticas públicas de ensino especializado.

Em primeira análise, é válido enfatizar a precária estrutura informacional familiar como agente fomentador do impasse. Nesse sentido, na perspectiva de Albert Einstein é imprescindível que os responsáveis eduquem os filhos para a geração de adultos civilizados. Todavia, no Brasil, nota-se o severo antagonismo referente ao pensador, uma vez que o descaso e o desconhecimento domiciliar na preparação educacional das crianças portadoras de distúrbios de aprendizagem colabora à mazela. Dessa forma, é substancial reverter esse cenário prejudicial à formação cidadã desses infantes.

Em segunda análise, é imprescindível ressaltar o descompromisso governamental nas políticas públicas educacionais como fator impulsionador do empecilho. Nessa realidade, na ideologia de Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, percebe-se o importantíssimo papel desse bem universal na composição e inclusão comunitária. Entretanto, na atualidade brasileira, é notória a extrema divergência às ideias de Freire, haja vista que a negligência das Autoridades Políticas Executivas nas ações públicas de ensino especializado incentiva o agravamento das dificuldades das crianças com distúrbios de aprendizagem - como o TDAH- no país. Portanto, é crucial combater esse quadro deplorável à imagem do Brasil perante a Associação Internacional.

Diante de tais circunstâncias, comprometedoras ao desenvolvimento social e cidadão dos infantes com dificuldade de ensino e de inserção no colégio, é fulcral que a Família propicie meios e informações necessárias à educação mais eficiente a sua prole portadora de distúrbios e necessidades físicas. Somada a essa medida, urge que o Ministério da Educação promova o investimento mais eficaz de inclusão e aprendizagem das crianças com deficit em absorção de habilidades educacionais por meio da reestruturação pedagógica favorável no âmbito escolar– como a instalação de profissionais capacitados - visando o bem-estar deles e a construção de uma sociedade acolhedora. Sendo assim , será possível atender as exigências do Órgão Zelador da Paz  -ONU-.