As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 16/05/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que toda pessoa tem direito à instrução. A ideia de instrução contida nesse documento de princípios está intrinsecamente ligada com a aprendizagem escolar. No entanto, contradizendo a Declaração, no Brasil, há desafios na inserção escolar de crianças com distúrbio de aprendizagem, sendo os principais: a falta de capacitação dos professores e o diagnóstico tardio.

A priori, é válido ressaltar que há uma extrema falta de capacitação dos professores. De acordo com os dados da pesquisa realizada pelo núcleo de Psicologia da UFPB, há uma precariedade inerente ao processo educacional brasileiro, bem mais explícito no âmbito das escolas públicas, principalmente no que tange a profissionalização dos professores.  Desse modo, alunos que necessitam de um acompanhamento mais especializado -como, por exemplo, os que possuem distúrbio de aprendizagem- tem seu conhecimento comprometido e muitas vezes, não adquirido. Assim, fica evidente que o despreparo profissional influência na autonomia estudantil, visto que, de acordo com Mário Sérgio Cortella, a autonomia é gerada pelo conhecimento. .

A posteriori, destaca-se o diagnóstico tardio. De acordo com o renomado médico Drauzio Varella, mais de 50% da população possui algum tipo de déficit de aprendizagem, seja de forma específica, seja de forma mais ampla. Por conseguinte, o grau de malefícios causados por essa condição se dá pela extrema demora no diagnóstico, muitas vezes dificultado por se tratar de nuances apresentadas pela criança e que passam despercebidas por seus responsáveis. Além disso, há uma perceptível falta de informação sobre o assunto, o que nitidamente ocasiona tais malefícios. Logo, é evidente que a problemática continua crescente, demonstrando o caráter emergencial de tentar minimizar suas consequências na vida adulta de quem porta tal condição.

Destarte, é fato que há dificuldades na inserção de crianças com distúrbio de aprendizagem no âmbito escolar. Portanto, é imprescindível que o Governo, mais precisamente pelo Ministério da Educação  e da Cultura ( MEC ), promova uma especialização semestral, por meio de treinamentos intensivos, que visem a melhoria do ensino e sua ampliação para todos de forma igualitária. Além disso,  é imperioso a criação de campanhas, por meio de projetos difundidos virtualmente,  principalmente em redes sociais, evidenciando os principais pontos que devem ser observados pelos pais, em suas respectivas crianças, no processo de diagnóstico da condição; tais campanhas também devem disponibilizar profissionais que possam ratificar a análise.  Assim, ter-se-á uma amenização da problemática.