As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 19/05/2020
Na obra cinematográfica “Extraordinário”, o garoto Auggie Pullman apresenta uma deformidade facial e, ao frequentar a escola pela primeira vez, apresenta dificuldades para se relacionar. Analogamente a vida real, no Brasil, infelizmente, as crianças portadoras de deficiência física ou psíquica passam pela mesma dificuldade do garoto do filme. Este fato ocorre em decorrência das falhas presentes no sistema de educação brasileiro e, consequentemente,atingem as crianças com limitações de forma negativa.
Ainda que, segundo a lei, a inclusão e os direitos para com os menores portadores de necessidades especiais sejam garantidas, uma parcela restrita das escolas brasileiras não apresentam tais direitos. Isso ocorre devido à falta de estrutura presente em sua maioria, como a ausência de educadores especialistas na área, enturmações e falta de verba acabam impedindo um bom desenvolvimento e acolhimento dos necessitados. A confirmação disso são dados disponibilizados em uma plataforma “QEdu”, a qual diz que, somente nas escolas particulares, trinta e cinco por cento possuem acessibilidade.
Não obstante, além da ausência de estrutura, a desinformação e ignorância alheia contribuem nas dificuldades dos indivíduos necessitados, uma vez que o preconceito e a opressão dos mais próximos induzem o menor à depressão, isolamento social e até a tirar a própria vida.
Prova disso é o vídeo viral nas redes sociais sobre um menino com nanismo desejando suicídio por causa do bullying, assim, ilustrando que as palavras más podem resultar em caminhos drásticos e até sem volta.
Por isso, cabe ao governo, junto ao ministério da educação, a imporem melhorias na estrutura escolar, por meio da contratação de pedagogos especialistas em educação especial e o aumento da verba, para que a estrutura e educação sejam fortalecidas. Ademais, cabe a integrantes da ABD fazerem palestras em redes sociais e televisão sobre a importância do respeito e da aceitação para com as crianças especiais, incentivando o carinho e a proximidade, a fim de que eles possam estar inclusos na sociedade e que possam sentir-se amados e não passarem pelas mesma dificuldades do garoto Auggie Pullman do filme “Extraordinário”.