As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 24/05/2020
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, garante apoio pedagógico especializado para todos os estudantes com necessidades educacionais especiais. Todavia, não é difícil perceber que esse direito, na prática, não se concretiza, pois são diversas as dificuldades enfrentadas pelas crianças com deficiência cognitiva. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e medidas para atenuar o impasse.
Em primeiro lugar, é notória a falta de conhecimento, por parte dos pais e/ou profissionais da área da educação, acerca das doenças no processo de aprendizagem. Esse fato é um empecilho ao reconhecimento dos distúrbios, pois são facilmente confundidos com desinteresse ou falta de atenção. Dessa forma, o diagnóstico precoce dos problemas são dificultados, fator prejudicial no que diz respeito à inserção das crianças no ambiente social. É importante ressaltar, ainda, que as pessoas portadoras de dificuldades na aprendizagem possuem inteligência normal, ou até mesmo superior à média, demonstrando que a identificação do problema é essencial para um ensino eficiente aos alunos que vivenciam essas doenças.
No entanto, é preciso reconhecer que as instituições de ensino do país, em geral, não estão adaptas a acolherem alunos com necessidades pedagógicas especiais. Isso porque, embora a Constituição Federal garanta à educação a todos os cidadãos, a maioria das escolas públicas carecem de profissionais qualificados para a inclusão dos alunos que possuem dificuldade no processo educacional. Sendo assim, crianças que sofrem com o déficit de atenção, por exemplo, são deixadas à margem no sistema de ensino-aprendizagem e sofrem com a exclusão e baixa estima.
Portanto, para que as prescrições constitucionais não estejam apenas embasadas na teoria, mas se tornem medidas práticas é necessário uma intervenção urgente. Dessarte, o Ministério da Educação, em parceria com as organizações não governamentais, divulgue à população, através de comerciais em televisão e panfletagem, os distúrbios na aprendizagem e a oriente no que fazer caso suspeite que alguém próximo possua algum tipo de transtorno. Ademais, o Poder Público deve disponibilizar cursos presenciais para os docentes da rede pública que ensinem sobre o ensino especializado às crianças com dificuldades escolares e que aumente a percepção deles na identificação desses problemas, a fim de alertar os pais sobre o assunto.