As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 20/05/2020

A escola é o mais importante espaço de construção do indivíduo, uma prévia fiel dos desafios do mundo exterior. Daí a necessidade de se extrair dessa experiência o maior proveito possível. Infelizmente, como em tantos momentos na vida, nem todos chegam em paridade de condições. No filme oitentista “Marcas do Destino” é retratado o quanto o ambiente escolar pode ser extremamente hostil àqueles que fogem aos padrões, causando-lhes por vezes danos irreparáveis, a ecoarem por toda uma vida.

É notório como o ambiente escolar não parece projetado para crianças especiais, com qualquer tipo de transtorno de aprendizado. No ensino público então, fornecer condições de ensino minimamente satisfatórias ao estudante comum já é um desafio. Muitos são os obstáculos aqui no Brasil, e quem dera se resumissem apenas aos investimentos. Crianças com transtornos cognitivos como autismo, TDA, TDAH, entre outros, precisam de um atendimento diferenciado muito difícil de ser oferecido pelo nosso sistema de ensino extremamente deficitário.

Muitas vezes os pais são resistentes a inserirem os filhos em um ambiente por demais diferenciado e adaptado às suas necessidades especiais, por uma preocupação muito honesta: É preciso preparar o seu filho para um mundo que dificilmente se mostrará compreensivo. Para os pais e educadores, é um desafio e tanto encontrar o equilíbrio entre oferecer o necessário e “acostumá-los mal” com um excesso de cuidados.    Felizmente já temos uma compreensão maior desses distúrbios, bem como ferramentas informacionais capazes de capacitar pais e professores, que precisam atuar como parceiros no processo de aprendizagem. Naturalmente, muito ainda precisa ser feito, devendo o Estado oferecer um suporte mais adequado, como parcerias público-privadas e integração com ONGs e associações que já vêm oferecendo contribuições bastante satisfatórias no esforço de buscar um tratamento a essas crianças desiguais, que buscam tão somente a equidade como presente no nosso Direito positivo: “Na exata medida de suas desigualdades”.