As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 12/07/2020

“Ordem e progresso”. Esse é o lema da bandeira brasileira, que baseado nos ideais positivistas, crê num país em constante avanço, no entanto, a realidade diverge da idealizada, visto que há impasses na inserção de crianças com distúrbios de aprendizagem. Dessarte, são necessários caminhos para o combate dessa adversidade, tendo em vista que a falta de materiais direcionados a essa minoria nos centros de ensino e os estereótipos dessa patologia contribuem para ampliar os desafios que esse grupo enfrenta em âmbito escolar.

Primordialmente, a Constituição Federal de 1988 assegura como garantia fundamental, o direito à educação. Entretanto, o próprio Poder Estatal fere a legislação, já que uma parcela majoritária das escolas carece de materiais específicos para crianças com distúrbios de aprendizagem. Por consequência, esses indivíduos não recebem a assistência ideal, sendo dificultada a sua aquisição de conhecimento e de valores. Dessa forma, as Esferas Governamentais ao não disponibilizar ferramentas para auxiliar o ensino desses afetados, ampliam as dificuldades da inserção dessa comunidade nas escolas em território nacional.

Outrossim, Paulo Junio, baixista da banda “Sexta Raça”, diz que: ”há tantas possibilidades, mas algumas pessoas seguem padrões e estereótipos construídos em cima de conceitos muito limitantes”. Nesse sentido, essa citação pode ser relacionada com a realidade brasileira, isso porque há preceitos sobre esse transtorno, advinda da desinformação da sociedade sobre esse patologia. Consequentemente, indivíduos com essa patologia são tratados igualmente das outras crianças, sem a assistência demandada. Dessa maneira, os estereótipos da doença ocasionada pela falta de informações amplificam os desafios para a inserção dessa comunidade em âmbito escolar na conjuntura brasileira hodierna.

Em suma, são necessários caminhos para o combate dessas dificuldades de inclusão desse grupo. Para tanto, urge que o Ministério da Educação disponibilize materiais educativos especiais para crianças com transtorno de aprendizagem, por meio do redirecionamento de verbas, para que essa minoria tenha as ferramentas ideais para inclusão nas escolas . Concomitantemente, os veículos midiáticos devem promover campanhas sobre distúrbios de aprendizagem, utilizando-se de posts nas redes sociais, como o Facebook e o Instagram, com o intuito de instruir a sociedade sobre essa enfermidade e influenciar a população a um melhor cuidado dos afetados. Desse modo, o Brasil poderá reduzir os impasses para a inserção dessa comunidade nos centros de ensino, além de convergir com o ideal de “Ordem e progresso”.