As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 15/06/2020
De acordo com o filósofo prussiano Immanuel Kant, a educação não é nada mais do que a principal característica do homem. Entretanto, a inadimplência estatal para com as crianças, sobretudo as especiais que requerem uma maior atenção, concretiza uma vida condenada a tal parcela e, portanto, com amplo caráter pernicioso. É possível afirmar que não só a escassez de um ambiente propício para uma melhor interação, como também a pseudo legislação, especialmente no Brasil, fomentam o status quo do século XXI: uma discrepância social.
Inicialmente, é importante ressaltar que a precariedade do atendimento especial nas escolas infantis é evidente na estrutura e no amparo. Conforme o sociólogo alemão Habermas, inserir não é apenas trazer para perto, mas sim fornecer auxílio para que, analogamente ao tema, a inserção de deficientes no ensino escolar seja efetiva. A partir desse ponto de vista, de nada adianta a postura das medidas governamentais, o que, de forma deletéria, acarreta na gênese de outros distúrbios biológicos.
Ademais, o panorama político vigente nos países é o principal fomentador de acentuação da desigualdade, o qual cria legislações de forma simbólica e não atuante. Para exemplificar isso, cita-se o Brasil que, em sua Constituição Federal, no artigo 5º, o princípio da isonomia garante a igualdade jurídica entre as pessoas. A priori, está na lei o direito à educação gratuita, porém, de modo nocivo, não é tratado com importância, mas sim com descaso.
Destarte, é dever do Estado, em consonância com ONGS de cunho humanitário, estruturar a integração de crianças com transtornos de aprendizagem por intermédio de contrução de salas de aula — destinadas a um público mais restrito — e a contratação de funcionários especializados — escolhidos por um rigoros processo seletivo. Além disso, cabe também ao Estado, no âmbito de ministérios atuantes, fiscalizar e assegurar o cumprimento da lei, isso por meio de fiscalizações periódicas que alertem sobre o risco da negligência e a consequente pagatela de multas. Espera-se, com tudo isso, uma melhoria significativa na integração social e no tratamento para com os futuros profissionais proficientes: as crianças em geral.