As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 24/09/2020

‘‘Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes’’, assim expressa Paulo Freire, importante educador e filósofo brasileiro. Em contraste com a ideia do pensador, encontramos no Brasil uma variedade de indivíduos com diferentes necessidades, conhecimentos e habilidades, mas muitos desses não são entendidos e respeitados por apresentarem elas. A falta de preparo social para inserir estudantes com distúrbios de aprendizagem nas escolas e o despreparo das instituições para recebe-los são alguns dos principais problemas que impedem a inserção dessas crianças e adolescentes nesses ambientes. Sendo assim, é necessário discorrer com mais precisão sobre essas problemáticas, visando, principalmente através da educação, soluciona-las.

Primeiramente, não são desenvolvidos debates envolvendo a família, equipe pedagoga da escola e profissionais que acompanhem a criança ou adolescente que apresenta a necessidade especial, isso faz com que não sejam empregadas teses e antíteses onde os envolvidos possam fornecer uma síntese que abranja as melhores maneiras de inserir o jovem na instituição de uma forma inclusiva. Segundo Mário Sergio Cortella, filósofo brasileiro, ‘‘a concordância faz com que permaneçamos estacionados. A discordância faz com que cresçamos’’, ou seja, a o diálogo tende a abranger diferentes pontos de vista e com eles buscar as melhores soluções para todos. A falta do mesmo tende a ser prejudicial e pode prejudicar tanto o aluno, quanto os outros envolvidos.

Ademais, segundo Johann Goethe, pensador alemão, ‘’nada no mundo é mais assustador que a ignorância em ação’’. Similarmente ao expresso pelo autor, encontramos nos ambientes escolares um descaso com o conhecimento sobre os diversos distúrbios de aprendizagem existentes e essa ignorância leva, muitas vezes, ao aparecimento de preconceitos com os indivíduos portadores de alguma dessas necessidades podendo, eventualmente, os levar a desenvolver problemas como depressão ou similares, sendo dessa forma, com expressa o filósofo, uma coisa assustadora.

Assim, é notório que os estudantes que apresentam alguma necessidade especial de aprendizagem sofrem para se inserirem no ambiente escolar. Cabe portanto, que o Ministério da Educação, a quem compete zelar, gerir e normatizar a educação do pais, insira, por meio de uma norma, palestras semestrais nas escolas que abordem os diferentes tipos de distúrbios que os alunos podem ter e como lidar com eles, trazendo informações que permitam aos estudantes e membros da instituição entenderem o assunto e a partir disso abolir preconceitos que a desinformação pode trazer. Além disso, cabe a equipe escolar, família e profissionais que acompanham a criança, se reunirem e debaterem a melhor forma de inserir e suprir as suas necessidades.