As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 26/07/2020
O seriado juvenil “Atypical” aborda em sua trama a história de um adolescente estudante do ensino médio, portador de autismo e distúrbios de aprendizagem. Sam, o protagonista, encontra dificuldades em socializar com pessoas na escola e acostumar-se com sons em uma altura elevada. Paralela à utopia da série, nota-se na sociedade contemporânea, dificuldades similares às de Sam, enfrentadas por crianças nas escolas, problemática que necessita urgentemente de uma resolução.
Deve-se pontuar, de início, que a falta de informação e a negligência da realidade, por parte do meio familiar e escolar, atuam como obstáculos para tratar pessoas com distúrbios, dificuldade facilmente confundida com a falta de atenção ou desinteresse, o que pode gerar o abandono do ensino formal. Entretanto, de acordo com a cientista e estudiosa do assunto, Tânia Maria, esses indivíduos, embora apresentem um desempenho deficiente no aprendizado, possuem inteligência normal ou superior à média, podendo ser trabalhada com a ajuda de especialistas e educadores.
Outro fator relevante é que, segundo a Associação Brasileira de Dislexia, os distúrbios de aprendizagem, como o transtorno de ansiedade, déficit de atenção e hiperatividade, possuem uma grande incidência no ambiente da sala de aula, em especial com crianças em fase de alfabetização. Portanto, o diagnóstico precoce é essêncial para o tratamento desses indivíduos, uma vez que estes exames podem possibilitar uma resolução mais rápida e eficaz para tais pessoas. Nesse sentido, é imprescindível a atuação conjunta das famílias, instituições de ensino e Estado.
Diante do explícito, faz-se aprazível a necessidade de combater as dificuldades das crianças com distúrbios de aprendizagem de se inserirem na escola. Logo, os familiares, como primeiro contato das crianças, devem atentar-se para os hábitos e comportamentos destas, e levá-las regularmente ao médico. As instituições de ensino devem especializar profissionais da educação para lidar com os distúrbios dos alunos. Por fim, o Estado deve investir em campanhas informacionais acessíveis a todos.