As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 29/07/2020

Na antiga Grécia, onde a perfeição era venerada, crianças nascidas com complexidade de aprendizado e/ou deficiências motoras sofriam com o abandono e os sacrifícios, tidos como um processo de purificação. Assim também, no cenário atual menores que dispõem de dificuldades na aquisição de conhecimento, sofrem com à exclusão e o preconceito tanto no cenário escolar quanto nos próprios lares. Desse modo é notável infelizmente que, tais atitudes apenas intensificam a dificuldade de crescimento pessoal da criança, podendo resultar em um adulto com dezenas de incertezas e baixa na autoestima.

Em princípio, as famílias com baixa aquisição financeira são as que mais sofrem com os diagnósticos tardios e em algumas vezes nem conseguem dispor do mesmo, em virtude do difícil acesso à meios que possibilitam a identificação dos distúrbios. Ainda mais sendo o Brasil, um território tão desigual, resultado de uma herança histórica vinda da colonização, marcada pelo enriquecimento da metrópole portuguesa e à falta de repasse aos colonizados. Acabasse tendo como resultado, crianças que por crescerem em um ambiente em que são mal compreendidas, por terem as dificuldades encaradas como preguiça e falta de dedicação para aquisição de conhecimento, por exemplo, no ambiente escolar. Além disso, por ser tratar de um transtorno neurodesenvolvimental, ate mesmo à minima suspeita é resultado de uma analise nem que seja minima, bem diferente em outras palavras, da limitação física, que por vezes apenas com uma analise visual pode ser entendida.

Além disso, nos ambientes escolares por vezes até mesmo de uma rotina exaustiva dos professores, os mesmos acabam por se desatentar para os sinais que as crianças podem apresentar, tais como: desenvolvimento tardio da fala, problemas com a coordenação motora entre outros. Que acabam por serem encarados como situais normais e passageiras, porém, é necessária a atenção para esses sinais tendo em vista que, quando observados de inicio,ou seja na infância, pode possibilitar diagnósticos mais rápidos e com isso as consequências que traz podem ser diminuídas. No entanto, também é necessário avaliar que os estudantes que apresentam dificuldades não aprendem do mesmo modo que os que não possuem, visto que, os mesmos necessitam de mais atenção.

Dado o exposto, é notório que para reduzir os diagnósticos tardios das crianças são necessárias políticas que possibilitem as analises de modo mais efetivo. Logo, cabe as escolas em parceria com os pais a tarefa de possibilitar o diálogo, para ajudar os mesmos à identificar suspeitas de possíveis males, tanto no ambiente escolar quanto no familiar. Por intermédio de palestras cedidas pela instituição, a vista de que é o único modo de possibilitar  amparo aos menores e concientizar os maiores.