As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 28/07/2020

O filósofo italiano Galileu Galilei afirma que a ciência é capaz de ampliar os horizontes da humanidade. Tal argumento serve para quebrar os estigmas das crianças com distúrbios na aprendizagem, visto que, muitos compreendem e argumentam que é uma preguiça, ou até mesmo problemas mentais. Com isso, a ciência serviu para fragmentar os estereótipos vigentes na sociedade, e auxiliou para o entendimento das diversas situações que servem de dificuldade para o desenvolvimento escolar. Porém, o ingresso das crianças com esses distúrbios tende a ficar restrito, uma vez que os docentes não recebem o apoio devido para frequentarem a escola corretamente.

Inicialmente, é válido ressaltar que os empecilhos promovidos para a não ingressão das crianças com dificuldade são diversas; todavia, é notável que grande para desse problema se desenvolve mediante a dois fatores: a escola e a família. Enquanto a escola cujo papel é educar e ensinar os alunos, não oferece profissionais capacitados para corroborar com situações excludentes, a família -na maioria dos casos- não impõe a necessidade da contratação dos mesmos. Pesquisas apontam que 3 a cada 4 crianças possuem dificuldade de leitura, problema no qual não é corrigido inicialmente, e tende a refletir durante a vida escolar do indivíduo.

Com isso, as consequências desses impasses podem ser notados a curto e a longo prazo, sendo ao longo prazo mais prejudicial, uma vez que irá contribuir para uma reação em cadeia, prejudicando a vida escolar. Além disso, a falta de profissionais na área contribui para uma sobrecarga no professor responsável da sala, não sendo possível administrar os aluno homogeneiamente. Para mais, os pais -muitas vezes desinformados- corroboram para a pressão nos educadores, isso dificulta, uma vez que não possuem formação acadêmica para trabalhar com crianças com distúrbios.

Em virtude dos fatos mencionados, é dever do Ministério da Educação a contratação de um profissional -psicólogo ou pedagogo- em cada escola, no valor de aproximadamente 4.000 reais -contratado mediante à demanda requerida no início de cada ano letivo- para que os alunos possam ter uma ajuda capacitada nos estudos, com conversas periódicas e acompanhamentos nas salas de aula. Outrossim, os pais e responsáveis devem se fazer presentes na vida escolar dos filhos, com reuniões mensais com os professores, para auxiliar no aprendizado dos alunos, a fim de entender a dificuldade dos filhos.