As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 03/08/2020

No filme indiano “Como estrelas na terra”, retrata a história de Ishaan, um menino de 9 anos diagnosticado com transtorno de aprendizagem das habilidades de leitura, escrita e soletração, denominada como dislexia. É caracterizada pelas dificuldades na memorização, atraso na fala, reconhecimento de palavras e letras.

Ao decorrer da trama, é possível perceber a falta de compreensão dos pais, agindo muitas vezes de forma agressiva aos erros frequentes de Ishaan. Fato é que, os responsáveis supõe a falta de capacidade do filho ou até mesmo a famigerada preguiça, mas é importante ressaltar que, o ambiente familiar é responsável pelos primeiros conhecimentos da criança, no qual os ensinamentos refletem no comportamento e desenvolvimento da criança durante a vida.

Segundo a pesquisa da Associação Brasileira de Dislexia (ABD), a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula e atinge entre 5% e 17% da população mundial. As escolas brasileiras estão inseridas em um padrão educacional, sendo ele seguido em forma de cronograma e na aplicação de inúmeros conteúdos aos alunos, exigindo as melhores notas. Mas, esquecem que, não são todos os discentes possuintes da mesma forma de aprendizado e podem ter complexidades na hora do entendimento, ainda mais quando trata-se de um educando disléxico. As instituições de ensino devem estar adaptadas aos alunos, logo, procurando aprimorar e buscar contratação de tutores especializados, visto que muitos professores não sabem lidar com a situação, uma vez que precisam destinar boa parte do tempo e na maioria das vezes não existe carga horária o suficiente para o planejamento de atividades direcionadas a essas pessoas. Na obra cinematográfica citada, Ishaan é auxiliado por um professor, também disléxico, que possibilitou o menino a desenvolver e aflorar através da arte, o conhecimento e lidar com as dificuldades.

Diante do exposto, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a educação acessível para alunos que possuam dislexia. Necessário, portanto, por parte das instituições escolares disponibilizar tutores para acompanhamento, facilitando a leitura e desenvolvimento intelectual, promovendo programas específicos que permitam o autoconhecimento e a maneira adequada de exprimir-se do educando. Por essa lógica, é aceitável que docentes e os pais incentivem a criança, amenizando o sentimento de exclusão.